terça-feira, 22 de abril de 2008

Desejo Consciente

Morra. Morra você e toda sua falta de coragem. Morra sua vida e sua indignidade. Morra você e sua falta de respeito, respeito por tudo, por mim, pelo outro: apenas morra. Quando você agiu não pensou em nada, apenas lutou contra a pessoa errada, armada de ódio, incompreensão, futilidade, descrença e imperdão.

Não quero que você viva. Ouviu bem? NÃO DESEJO A SUA VIDA. Quero que morra, MORRA. De preferência em vida. A dor que causaste a tantos é de uma imemória, de um desalento, de uma causa infundada. Nem o menos nobre, o mais vil seria capaz. Morra. Leve consigo sua descrença, sua falta de fé, sua ira, seu congestionamento, sua irresolução. Não podemos te salvar, ISSO NÃO. Sua salvação vem de olhares pra ti com humildade e desconsolo, em veres em ti um lamento, um nojo.

Cada palavra depõe. Acusa. Olhe suas atitudes e creia, não há mais futuro. Quem vive de passado não colheu, quem vive de futuro já morreu. Eu quero saber quem você é. Alma descabida que me angústia, que me atormenta cada noite que poderia ter sido um descanso. Não. Não te perdôo, te condeno. Que seja se não o mais pobre o mais horrendo, e por suas próprias amarguras sejas tu revestido. Incrédulo, doente de alma doente de corpo, não posso conviver com tua necessidade, como sua vítima. Morra. Enquanto não acabe tudo, sobrevoa. Se liberte, seja mais que uma lepra Seja ti, alma edionda, as vestes de uma nova forma e Esperança. Reconheça que tu fostes mal, não seja mais banal. Acorde e sobreviva, com uma alma mais limpa, embora não te deseje nem aqui nem no oriente, para mim acabou, nem sobrevivente. As notícias são avassaladoras, peço a alguém que me socorra: a errada sou eu.

Adeus.

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