Autor: Flavio Salles
Uma coisa que me enlouquece são as barbeiragens que nego faz no trânsito. Jogo farol alto, buzino, abro a janela, xingo todas as gerações do cara, pode ser motorista de ônibus, táxi, van, cegonheira. Tenho medo, não.
Não interessa que, pelo menos uma vez, eu tenha feito cada uma delas.
Aquele dia que parei no meio da rua, foi para esperar alguém ou deixar alguém, sei lá. Foi rapidinho. E ainda liguei o alerta, pô?
Às vezes, para o carro na garagem de um prédio, mas só quando preciso deixar um documento na portaria, coisa importante. Mas sempre aparece um babaca de um morador que cola na minha traseira. Aí. só de sacanagem, desligo a chave e saio o carro.
Aqui na frente de casa, faço um contramãozinha todo o dia, mas é só neste trechinho. Nem pelo cacete eu vou dar aquela volta enorme. Minha mulher dá. Não entendo.
Avanço o sinal, mas só quando acho que não vem ninguém ou se acabou de virar do amarelo.
Acostamento, eu respeito. Se bem que no Carnaval ...No carnaval, na Manilha, não dá para ficar pra trás, bancando o otário. Não vou demorar 4 horas para chegar em Cabo Frio.
Não, eu não estou me justificando.
E se eu tivesse um cargo político? E se meu pai tivesse me batido na cara? E se ela tivesse me traído? E se eu tivesse uma arma naquela hora?
É. Não sei por que mão eu seguiria.
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