Autor: João Sanches
Desde o primeiro dia em que a conheceu, Luis Cláudio nunca imaginou a possibilidade de sua namorada, Rafaela, ser uma evangélica. Não que tivesse alguma coisa contra, em princípio não, ela nem tinha o perfil de uma evangélica tradicional, aliás, até preferiria que tivesse, suas saias estavam cada vez mais curtas.
A gata era pirada. Curtia rock´n´roll, gostava de dançar, não podia beber muito que dava vexame. Queria fazer vestibular para Belas Artes. Pintava e bordava com Luis Cláudio. Ele havia entrado na universidade há pouco tempo, ganhara um carro de presente do pai e Rafaela sempre tinha um lugar para ir.
O namoro era quente, Luis se sentia um menino nas mãos de Rafaela. Ele estava apaixonado, ela fazia o que queria e não queria pouco. Beijava, mordia, agarrava, deixava Luis cheio de marcas no pescoço, sua mãe sempre perguntava o que era aquilo. Em dois meses de namoro nunca ouviu Rafaela tocar no nome do Senhor, por isso, inclusive, que nunca havia pensado na hipótese dela ser crente. Acontece que, apesar dos dois meses de namoro quente, eles ainda não tinham transado. Rafaela sempre dava um jeito de escapar. Até Luis não agüentar e perguntar por quê ela o evitava. Foi quando recebeu a notícia:
- Sou evangélica. Só depois do casamento.
Em que fria eu me meti, Luis pensava. Não sabia nem se iria casar um dia e, se fosse, se seria com ela. Além do mais, não sabia se conseguiria agüentar mais um mês, quem dirá até depois do casamento. Luis teve vontade de chorar. Porém, no outro dia, recebeu um telefonema de Rafaela convidando-o para ir à sua casa, pois estava sozinha. Era um plano da garota.
Chegando lá, encontrou Rafaela nua em cima da cama. Naquela noite, ela mostrou para ele as infinitas possibilidades de prazer que poderia lhe proporcionar (sem perder a virgindade, é claro). Luis Cláudio enlouqueceu. Depois daquela noite, decidiu que quem espera sempre alcança e resolveu aprender, enfim, a rezar o “Pai Nosso” direitinho.
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Um comentário:
ainda acho que deveriam ter publicado.
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