Autora: Lorena Maués
Fala-se muito em dor, amor, angústia, tristeza. Mas não se fala no sentimento de culpa. Sentimento que emaranha, ataca as entranhas, chafurda a gente na lama.
Quem nunca sentiu culpa por ter gritado ou por ter calado. Por ter ido ou por ter vindo. Por ter vivido ou por ter esquecido. Ou quem nunca sentiu a culpa kafkiana e sentiu-se enroscado numa teia de aranha.
Uma criança quando é chamada a atenção logo coloca a culpa na outra. E a outra na outra.
A mãe faz o filho sentir-se culpado para poder controlá-lo e o filho faz a mãe sentir-se culpada para não ser controlado.
Se um casal termina sempre tem aquele que culpa e o outro que se sente culpado.
E a culpa sai solta por aí. Por onde passa modifica algo. Superficial ou profundo. Ela não vem e vai como a dor, a tristeza ou a angústia. A culpa não. Ela fica. Fica e modifica e danifica.
Às vezes é necessário que a culpa corroa a alma. Pra aprender. Outras vezes é necessário resignar-se. Pra esquecer a culpa. E muitas vezes é necessário parar de se culpar. Porque podemos errar.
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Um comentário:
Ela passa, no dia q vc percebe que todos erram, inclusive vc. E o alivio e gigante e recompensador. Acredite, o dia de amanha pode ser mais colorido q o triste momento de agora!!!
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